ENTRE UM CULTO E OUTRO

“Tudo o que fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens, cientes de que recebereis do Senhor a recompensa da herança. A Cristo, o Senhor, é que estais servindo.” Colossenses 3.23-24


Todos os salvos apreciam participar dos cultos de sua igreja. E não poderia ser diferente. O culto é um momento especial de comunhão com Deus e com os irmãos. Nele somos fortalecidos pela Palavra, edificados pela oração, consolados pela comunhão e renovados na presença do Senhor.


Quantas bênçãos Deus tem derramado sobre Sua Igreja durante os cultos! Quantas pessoas chegam abatidas e saem fortalecidas; quantas chegam sem esperança e encontram consolo; quantas são quebrantadas pela Palavra e tomam decisões que transformam suas vidas. O salmista declarou: “Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!” (Sl 133.1). Este salmo termina afirmando que ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre.


No culto, somos abençoados de muitas maneiras. Deus nos fala por meio das Escrituras, ouvimos orações, cantamos louvores, participamos da Ceia e desfrutamos da comunhão cristã. O próprio Jesus afirmou: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mt 18.20).


Mas existe um culto que continua entre um culto e outro. Paulo nos ensina que o nosso serviço a Deus não está limitado ao templo ou aos momentos de reunião da igreja. “Tudo o que fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor.” Isso significa que também cultuamos a Deus quando voltamos para casa, quando trabalhamos, estudamos, dirigimos, cuidamos da família e realizamos nossas tarefas diárias.


Durante a semana, muitas vezes estamos longe dos irmãos, dos pastores e dos líderes. Estamos no ambiente de trabalho, na escola, no comércio, em casa ou nas ruas. Mesmo assim, continuamos diante dos olhos de Deus. O Senhor vê como trabalhamos, como tratamos as pessoas, como cumprimos nossas responsabilidades e como enfrentamos as dificuldades.


Nosso trabalho pode ser um culto. Nosso serviço pode ser um culto. Nossa maneira de tratar a família pode ser um culto. Nossa honestidade, responsabilidade, bondade e disposição para ajudar também podem glorificar a Deus.


Isso não substitui o culto congregacional. Pelo contrário, o culto durante a semana deve ser uma extensão daquilo que aprendemos e vivemos na igreja. Não faz sentido cantar “Tudo para a glória de Deus” no domingo e viver para nós mesmos durante a semana.


Paulo diz que servimos “a Cristo, o Senhor”. Portanto, nosso verdadeiro público não são os homens. Mesmo quando ninguém reconhece nosso esforço, Deus vê. Mesmo quando não recebemos aplausos, Ele conhece nosso coração. E a Palavra nos lembra que o Senhor recompensa aqueles que o servem de coração (Ef 6.7-8).


Que, ao sairmos do próximo culto, não pensemos que o culto terminou. Ele apenas mudou de lugar. Na igreja, cultuamos juntos. Entre um culto e outro, continuamos cultuando individualmente, em nossa casa, no trabalho e em todos os lugares.


Que nossa vida seja um culto contínuo, e que, em tudo o que fizermos, Cristo seja honrado e glorificado.


Pr. Luiz César